Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(d)Eficiente Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

(d)Eficiente Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

Olhares...

07.09.18

OLHAR-PENETRANTE.jpg

 

 

Muitas das vezes é necessário mais uma força, uma persistência grande e alguma casmurrice também, só para sair de casa.

 

Eu posso fazer de tudo, posso usar roupas da última moda (que não uso), posso maquilhar-me, ou até colocar uma cara de "poucos amigos", mas nada adianta, nada faz com que os olhares de "coitadinha da menina" parem.

 

Porque o facto de ser portadora de deficiência não muda, isso não posso mudar e estou bem com isso. Sou portadora de deficiência e aceito todas as limitações inerentes a isso.

 

Agora não posso fazer nada quando me tratam como uma criança, mesmo eu sendo uma mulher adulta. Quando me olham com pena, porque simplesmente estou a beber um café (não devia, mas também tenho direito) ou só pelo simples facto de existir. O facto de ser diferente, de não passar despercebida mesmo que queira, é uma luta diária. Uma luta pelo direito de fazer as coisas que necessito fazer, porque sim vou as compras como toda a gente, vou a consultas, vou onde me apetece e tenho direito a fazê-lo sem que me sinta o centro das atenções.

 

Não sou o centro por coisas boas, porque os olhares falam. Sabemos quando um olhar é simplesmente olhar curioso e quando é olhar de pena ou até de "o que é que está aqui a fazer, devia estar em casa". Nunca me esqueço daquela frase " Os olhos são o espelho da alma" (não sei quem disse), mas aplica-se. Entendo aqueles que simplesmente optam por ficar em casa, é mais simples. Em casa junto daqueles que nos conhecem, que sabem quem somos e como somos, que nos olham além do aspecto físico e que nos amam, é um refugio. Em casa eu não sou a coitadinha, sou simplesmente EU. Sou uma mulher, com tarefas de mulher normal e problemas de mulheres normais.

 

Às vezes não sei o que é que as pessoas estão a espera que aconteça, com os olhares incessantes. Será que estão a espera que me transforme, tipo ET dos Men ln Black, que dispa a minha pele de pessoa e me transforme num monstro? Ou que esteja em algum lugar escondido, o que tenho e assim se ficarem a olhar por muito tempo é revelado? Não sei, mas incomoda, incomoda e chateia. 

 

Claro que esses olhares só têm a importância que agente lhe dá, e há dias que me estou borrifando para eles. Mas cansa, cansa que além das dificuldades que tenho, ter de lidar com pessoas que sem noção, estacionam em lugares que não devem, lidar com o Governo que gosta de nos dificultar a vida, lidar com médicos que muitas das vezes não sabem do que estamos a falar, lidar com pessoas que gostam de nos dificultar a vida, lidar com a pouca informação dada por Entidades, lidar com barreiras arquitetónicas, lidar com dificuldades de acesso....

 

Enfim cansa....

 

Link da imagem

Como começa o gosto pela leitura...

05.09.18

livros.jpg

Começei desde nova a demonstrar o gosto pela leitura, mesmo quando não sabia ler a minha mãe lia-me as história antes de ir dormir. Sempre gostei de livros, porquê não sei. Apesar de achar que a minha mãe ter alguma coisa haver com isso, claro mas também tentou fazer o mesmo com a minha irmã e não resultou.

 

Adorava ler histórias e sempre cuidei muito bem dos meus livros. Ao contrário da minha irmã que me destruiu alguns . Enfim desde essa altura que não parei. É um dos meus vícios confesso. Nunca tenho livros a mais e há sempre livros que gostava de comprar.

 

Já descobri grupos no facebook que trocam livros e onde podemos adquirir livros mais baratos. Trocar troquei poucos porque não me desfaço dos meus livros por nada, mas já ouve alguns. Já comprei vários a preços mais reduzidos, isso já fiz.

 

A leitura para mim é uma forma de escape, ajuda a acalmar-me quando o cérebro não para, ajuda a ver novas realidades, novos sítios e aprender coisas que muitas das vezes não vê-mos nas noticias. Já dizia Ziraldo que " O livro é o alimento da alma". Acho que quem lê tem uma visão mais diversificada de vários assuntos. Acredito que a leitura ajuda a criar melhores seres humanos..

 

Link da imagem

Alimentação saudável

03.09.18

alimentação-saudavel.jpg

 

Hoje foi sugerido falarmos de alimentação saudável e então vamos lá.

Para mim, claro. Cada um sabe o que resulta para si, claro que a dieta que uma pessoa faz e que resulta pode não resultar para outra. Cada ser é único, cada pessoa tem o seu próprio ADN e assim o que resulta para uma pessoa pode não resultar para outra. Mas também há coisas que são de conhecimento comum.

 

Sabemos que as chamadas "FastFood" sabem bem, mas que não são muito saudáveis. E não é só a fastfood que compramos em restaurantes. No supermercado também há muita comida pré-preparada e pronta a comer, que sabemos lá que o que é que leva, enfim.

 

Aprendi já há algum tempo a ler rótulos, dá trabalho é verdade, mas só no início porque depois os alimentos vão sendo os mesmos que consome e já vai ficando mais fácil. Comer as coisas o mais simples possíveis ajuda. Vegetais, fruta, carne e peixe. Voltar às origens de cozinhar como as nossas avós, sem molhos e sem muitos condimentos. 

 

Para mim em especial, optei por uma dieta baixa em glúten, porque me sinto melhor e tenho menos crises (falo disso aqui). Também não ingiro nada de derivados da vaca, porque sou alérgica. Como o que acho saudável, não peso nada e faço asneiras de vez em quando (mais do que devia), mas acredito que a vida é para viver e para viver de maneira equilibrada quer na alimentação quer nas asneiras .

 

Sem stress, agente já tem tanto stress na nossa vida que confesso que não gosto de colocar stress a mais. Hoje em dia as pessoas colocam stress a mais nas vidas, para além daquele que já têm, stressam com "Temos de ir ao ginásio. Temos de ser mais organizados. Temos de fazer meditação. Temos de comprar esta ou aquela roupa. Temos de fazer este ou aquele tratamento." tudo e mais alguma coisa. Que tal o dia de não fazer nada, o dia de fazer uma loucura, ou o dia de fazer simplesmente o que lhes apetece e que gostam.

 

 

 

Link da imagem

Bolo de chocolate e café

01.09.18

WP_20180828_12_22_28_Pro (2).jpg

 

Tinha de fazer um bolo de chocolate, não me perguntem porquê mas esta semana tinha de ser e lá fui eu a procura de uma receita de bolo de chocolate. Encontrei neste site uma receita e toca a fazer com algumas alterações...

 

Ingredientes

1 xícara de chá de farinha de arroz
1 xícara de chá de polvilho doce
1 xícara de açúcar mascavado
1 xícara de óleo vegetal (usei de coco)
1 xícara de chá de café líquido (retirei um café na máquina e enchi o resto da xícara com água)
4 ovos (2 ovos e 2 claras)
1 xícara de chocolate em pó 100%
1 colher de sopa de fermento (sem glúten)
1 pitada de bicarbonato de sódio


Bata os ovos com o açúcar, o óleo e o café até diluir bem o açúcar.
Em outra tigela misture os ingredientes secos, menos o fermento.
Incorpore na mistura líquida os secos e por último incorpore o fermento.
Leve ao forno preaquecido a 180 graus em uma fôrma untada e enfarinhada por aproximadamente 30 minutos ou até passar no teste do palito.

 

Bem fofinho, fiquei surpreendida o quanto fofinho ele ficou. Foi o bolo mais parecido com um bolo com glúten que já experimentei. Experimentem a sério, vale a pena.

 

 

Pág. 2/2