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(d)Eficiente Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

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Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

Consulta Médica por Telefone....

07.08.20

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Tive a minha primeira consulta por telefone com a minha médica neurologista, consulta esta que é anual...

 

Neurologia é a especialidade responsável por doenças neurológicas como a minha. Ando na luta à anos para ter um diagnóstico, um diagnóstico de uma doença que tenho desde que me conheço como gente e continuo na luta. Pensei que era desta vez, pensei que finalmente tinha todas as peças para que este quebra cabeças se resolve-se e então estava expectante para a consulta.

 

Até achei bem a consulta ser telefonicamente, porque a vontade de ir ao hospital nesta situação actual era nenhuma, mas não pensei que essa chamada não me serviria de nada. Apesar de relatar todas as evoluções a minha médica, esta simplesmente me responde que "... as coisas não podem ser vistas assim..." quando questionei quanto ao diagnóstico respondeu simplesmente, que teria outra consulta para o ano e esta só seria mais cedo se existisse uma evolução muito rápida.

 

Vamos lá ver, se eu tivesse uma evolução assim rápida o mais certo seria ir a um serviço de urgências e rezar para que os médicos tenham algum conhecimento de doenças raras e sem diagnóstico (conclusão pedir por um milagre). E resumidamente depois de 35 anos à espera de diagnóstico, continuo à espera de diagnostico apesar de ter testes genéticos e saber que é hereditária, não entendo este empata constante. A consulta (se é que posso chamar isto de consulta) foi um faz de conta, foi só para cumprir um procedimento, para poder dizer que falou comigo, porque isto não se pode chamar de consulta nenhuma.

 

No meu entender é uma consulta no país do faz de conta, portanto fazemos de conta que fizemos uma consulta, que serviu de nada. Fazemos de conta que continuamos com tratamento e fazemos de conta que alguém se importa com pessoas com doenças crónicas no meio da pandemia, que pelos vistos quem tem doença crónica com menos de 65 anos nem contou para a contagem de pessoas em risco. Chamam a isto acompanhamento médico? Não sei... 

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