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D(eficiente) Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

D(eficiente) Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

Crise de valores


13.11.17

Hoje em dia, temos tudo ao nosso dispor, temos conforto em casa, temos acesso a Internet, telemóveis, televisão, casas de banho.. Coisas que nos tempos dos meus pais, (que não são assim tão velhos) eram coisas que eles nem podiam imaginar que hoje em dia teríamos acesso. Mas crescidos numa aldeia, há sempre algo que contam que me fica sempre, podiam ter pouco mas todos na aldeia tinham pouco e havia sempre alguém que ajudava ou dava uma mão quando era necessário. Sempre as pessoas se ajudavam com o que tinham. 

 

Hoje em dia, crescendo eu na mesma aldeia vejo que as pessoas já são diferentes, todas as pessoas se conhecem, pelo menos os que são de lá, mas o sentimento já não é o mesmo. Cada pessoa trata da sua vida e às vezes a necessidades dos outros passam um bocado ao lado. Vejo que até certos valores, que felizmente a mim me foi transmitido, algumas pessoas já os esqueceram e já não tem a mínima importância. Muitas das vezes o "obrigado", e o "por favor" ficam esquecidos sem que isso seja notado.

 

Um tempo atrás estava eu a ser atendida num serviço quando o meu telemóvel toca, a senhora na sua simpatia olha para mim e diz "se quiser pode atender" e eu olho para ela e digo "não poço, porque estou a falar consigo. Sei que é normal, mas isso é uma falta de respeito para consigo", ela no final deu-me razão, mas quantas vezes é que não vê-mos pessoas a falar ao telemóvel, enquanto está um funcionário a espera que essa pessoa acabe de falar? A verdade é que os valores pelos quais fui educada, hoje em dia já são banalizados e de certa maneira nem importam.

 

Quando vejo um país em que um filho bate na mãe, em que um homem agride um policia, em que um homem mata a companheira, infelizmente poderia ficar aqui o dia todo a referir situações, fico a pensar para onde vamos e o que será de nós daqui a uns tempos, quando vejo que a vida do outro e o respeito pelo próximo já são coisas que não são praticadas.

 

Espero sinceramente que as coisas mudem, que as próximas gerações tenham valores e respeito por aquilo que é a nossa sociedade e o nosso planeta. Provavelmente já não estarei cá para ver essa mudança, mas tenho esperança que aconteça.

 

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