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(d)Eficiente Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

(d)Eficiente Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

Ida ao centro de jardinagem


02.04.18

Não sei, como mas para mim o simples facto de ir a algum lado dá em aventura. Aventura no grande social, pessoas que gostam de falar com alguém que é simplesmente diferente. Não é que não goste de falar com pessoas, que até gosto, mas há uma diferença em conversar e meter-se na vida alheia.

 

Gosto de flores, gosto de ir a centros de jardinagem para ver flores e às vezes trazer algumas para casa  . Assim lá fui com a minha mãe para o centro, levei as minhas canadianas para me ajudar. Até aqui tudo bem, ia eu a entrar na porta quando nesta estavam várias pessoas a impedir a passagem, porque estavam a conversar, entre elas uma empregada do centro. Quando ela olha para mim, simplesmente diz " Primeiro os deficientes, os deficientes têm sempre prioridade.", com este comentários as pessoas olharam estupefactas para mim e desimpediram a porta. Entrei sem conseguir dizer nada a empregada, conforme me aproximei das bancadas a senhora vira-se para mim e pergunta se preciso de ajuda incessantemente. Simplesmente respondo que estava só a ver. E a senhora continuava atrás de mim e da minha mãe a perguntar se queriam ajuda. Depois quando viu que não conseguia ir por aí, vem a pergunta do costume, "O que é que aconteceu? Foi acidente?" ao que a minha mãe simplesmente responde que não e afasta-se.

 

Uma das empregadas de lá é conhecida minha já a algum tempo, e sabe o que tenho. Não tenho qualquer problema a dizer, mas a resposta é dependente da maneira que a fazem. Esta conhecida apareceu a tempo de me salvar. Cumprimentou-nos e afasta a colega para lhe falar. Quando volta pede-me desculpa em nome da colega, porque ela simplesmente não sabia o que eu tinha, que pensava que eu tinha partido um pé.

 

Primeiro, não sei qual a diferença do atendimento para uma pessoa que partiu um pé, ou para uma pessoa com uma doença. E segundo, acho que não é a anunciar a minha presença ao chamar-me deficiente, que ajuda alguma coisa. Apesar de não conseguir, gosto de passar despercebia, esta senhora teve uma atitude incorreta e ainda bem que teve noção. Porque é assim que se aprende, a errar aprende-se, espero que no futuro tenha uma atitude diferente em como aborda este tipo de situações.  Afinal sou uma pessoa normal, e gosto de ser tratada como uma pessoa normal. As pessoas deviam tentar tratar as outra pessoas da maneira que gostariam de ser tratadas. 

 

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