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(d)Eficiente Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

(d)Eficiente Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

O despertar da realidade

29.07.20

raspas-de-limao-1.jpg(link na imagem)

 

Uma pessoa com uma doença degenerativa sabe que vai piorando aos poucos, no meu caso a evolução pode ser lenta, quase não se nota ou pode acelerar e de um mês para o outro nota-se perda de funcionalidades (ou como queiram chamar).

 

Para mim no meu dia-a-dia, vou notando as dores, o cansaço, a falta de respirar (agora com o calor é horrível) mas é já dado como a normalidade para mim. Agora há coisas que uma pessoa faz de vez em quando, há tarefas que não são diárias que acabam por nos mostrar a realidade, para mim foi o ralar a casca de um limão. É uma coisa que raramente faço, faço quando é para doces, mas é raro. Sei que quando fiz este fim-de-semana a tarefa pareceu-me mais difícil do que da última vez que o fiz, o limão parecia gelatina na minha mão, quanto mais força fazia para o agarrar, mais a minha mão fazia o movimento de encolher os dedos largando o limão, conclusão estou pior.

 

Não é que me incomode de não conseguir fazer a raspa de limão, mas depois começas a reparar que já fazes outras coisas de maneira diferente. Já usas as duas mão para pegar um frasco de grão, coisa que conseguias fazer só com uma. Afinal acordas para a realidade que estás pior.

Dada essa realidade temos duas hipóteses:

1ª Hipótese desesperamos a pensar em tudo o que vamos deixar de fazer no futuro, na qualidade de vida que estamos a perder, em tudo  que temos a perder com a perda muscular, na inevitável e perigosa dependência de terceiros para coisas básicas, que é uma voz que ecoa na nossa cabeça e que nos persegue constantemente. 

2ª Hipótese a realidade é que já temos mais dificuldades a fazer algumas coisas, mas hoje ainda conseguimos amanhã logo se vê.

 

Pessoalmente eu tenho um misto, primeiro recorro a primeira hipótese e descabelo-me toda , depois com mais calma lá consigo chegar a segunda hipótese. É um processo continuo e muitas das vezes nada fácil, mas vamos em frente um dia de cada vez. Certo?

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