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(d)Eficiente Dona de Casa

Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

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Quando se tem uma doença degenerativa não é o fim do mundo. Aprendemos a adaptar o nosso mundo para funcionarmos. Venho dar dicas úteis para quem tem as mesmas dificuldades. Esta sou eu e o meu dia-a-dia.

Piscina NO WAY


16.10.18

 

Piscina-Hidro-274-compressor.jpg

 

 

Não há profissional de saúde que não me fale em fazer piscina, toda a gente deveria fazer piscina. Sim, concordo plenamente, reconheço os benefícios de fazer piscina. Mas vou contar porque é que fujo a sete pés de fazer piscina. Adoro água e adoro nadar, mas quando quero no verão, agora a piscina como fim de tratamento tornou-se algo que evito..

 

À uns anos, por sugestão de um fisioterapeuta decidi experimentar a piscina, no meu caso foi a hidroterapia, que com este tipo de doença "doença degenerativa" teria de ser realizada por um fisioterapeuta. Pensei cá para mim, bem se calhar não vai ser fácil encontrar um fisioterapeuta numa piscina municipal, mas até foi encontrei uma profissional que era fisioterapeuta e que fazia hidroterapia, marquei para falar com ela e tudo certo, foi super acessível. E lá comecei a ir a piscina.

 

Primeiro dia, chego à receção e explico a situação, a Sra da receção, com a receção cheia de gente, agarra no telefone e grita "Olha está aqui uma Sra que precisa da cadeira de rodas e da chave do balneário dos deficientes." foi assim, sem exagero. Eu se tivesse um buraco enfiava-me lá dentro, mas lá fui. Este tipo de conversa existiu todas as vezes que ia a piscina e era, duas vezes por semana. Aparece um homem com a chave e a cadeira, acompanhou-me até à porta dos balneários, deu-me a chave e a cadeira e informou-me que não havia auxiliares mulheres e então devia-me desenrascar-me sozinha, do vestiário à piscina. Tudo bem, apesar de haver um quadrado com água enorme, antes de passar para a piscina, lá ia eu..

 

As coisas foram descambando, não tinham nenhum meio de fazer transferência para a piscina, então a solução encontrada foi ir ao colo do auxiliar. Ele colaborou nas primeiras vezes, depois fazia questão de desaparecer sempre que tinha terapia, o que motivou uma queixa da fisioterapeuta contra ele. Houve até um dia que quando cheguei tinha as duas rodas da cadeira, que usava na piscina para deslocações, furadas . Como devem de imaginar, a deslocação numa cadeira de rodas, com as rodas furadas é quase impossível. Assim depois de muito bater com a cabeça na parede, e reclamar muitas vezes sem solução, achei que estava a fazer-me mais mal que bem, ao ponto de não saber o que encontrava cada vez que lá ia.

 

As experiências que temos muitas das vezes, deixa algo no nosso sub-consciente, eu sei que se voltar a piscina posso ter uma experiência melhor. Mas juro que cada vez que me falam de piscina, só se não poder é que continuo com a conversa, porque NO WAY.

 

 

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